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O veredito do caso 'Boleiro'

Atualizado: Mai 5

Bolsonaro, Valeixo e Moro. Piadinhas de lado, essa história tem sacudido o Brasil. Como de costume, a imprensa saiu como a parte mais nojenta desse episódio. Espalhando reportagens parciais e divulgando “meio-discursos”, os jornalistas tiveram o prazer de "ver o circo pegar fogo”, mais uma vez. Contudo, há mais a quem criticar nesse caso, especialmente o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. E é disso que venho falar hoje.

Você já deve saber: Moro foi o principal pilar da Operação Lava-Jato no país, mandando políticos safados pra cadeia a torto e à direita. Atuando em Curitiba, o então juiz nos deu o enorme presente de sentenciar o ex-presidente Lula a mais de 12 anos de prisão. Durante seus anos de Lava-Jato, lutou contra o sistema e deu alegria ao povo brasileiro.


Mas bem, confesso que também fui iludido: Moro era um ídolo pra mim, uma lenda viva que transformaria nosso país. Essa era a minha visão, e acredito que a de milhões de brasileiros também, até que, de repente, vimos o então ministro conceder entrevista acusando o presidente de isso e de aquilo. Fui pego de surpresa e, sem nem mesmo ouvir os dois lados da história, acabei por “descer a lenha” em Bolsonaro e suas supostas atitudes. Estava cego pela idolatria. Aprendi, e acredito que você também.

Primeiro, vem ao caso a conduta de Moro perante tal desentendimento: bater o pé numa decisão que, por lei, cabe direta e exclusivamente ao presidente da República (de acordo com a Lei 13.047, de 2014, Art. 2º), o qual, inclusive, sugeriu chegarem a um nome de consenso; segundo, colocar sua “biografia” antes de sua nação e simplesmente fugir dos problemas quando a situação não é das melhores; e terceiro, divulgar conversas privativas com o PRESIDENTE DA REPÚBLICA (!) e com sua afilhada de casamento (detalhe: ele enviou à Rede Globo), as quais não provam absolutamente nada contra Bolsonaro e Carla Zambelli.


Sobre o primeiro print, os próprios safados do STF tiveram que reconhecer que “não fornece provas robustas” contra o capitão. Já no segundo, a deputada parte pra velha política através da troca de favores, mas também não representa absolutamente nada de concreto sobre as acusações do ex-ministro feitas ao presidente. Então pra quê, Moro, passar isso pra frente? Bem, não é difícil chegar à conclusão de que ele tentou, de forma desesperada e inconsequente, “provar” sua inocência e vitimização para a imprensa esquerdista e voltar a população contra o presidente Bolsonaro, o que claramente não saiu do jeito que queria, além de trair e humilhar uma mulher que confiava em sua amizade e seu trabalho.


Se não bastasse, ainda temos a “cereja do bolo” do nosso querido: pedir uma cadeira no STF em troca de “permitir” o presidente exonerar Valeixo em novembro, quando o nefasto Celso de Mello se aposenta compulsoriamente. Como disse o próprio Bolsonaro, isso é “desmoralizante” de se ouvir, uma representação da velha “troca de favores” tão recorrente em nossa política (exatamente o que o ex-ministro critica em suas mensagens com a deputada Zambelli).


Já sobre Valeixo, a história é muito simples. O delegado, cansado do trabalho na PF (como disse o presidente, "não somos máquinas"), já queria sair desde janeiro, de acordo com Bolsonaro, Carla Zambelli e os 27 superintendentes da Polícia Federal. Quando ficou sabendo da notícia, Moro revoltou-se e desesperou-se com a saída do amigo pessoal do Paraná.


Aí você pode dizer: “ah, mas é a palavra de um contra a do outro". Realmente, qualquer opinião tomada nesse momento não se baseia em fatos, mas sim em indícios. E tenho alguns deles pra compartilhar aqui com vocês hoje.

Primeiro, uma análise mais psicológica dos pronunciamentos: enquanto Moro leu, Bolsonaro falou. Quem passa a verdade, normalmente, não precisa de um script, mas sim se expressa naturalmente. Desde quando nosso presidente tem a frieza de sentar por poucas horas, preparar um discurso e interpretar mentiras de forma convincente? Todo mundo conhece seu jeito direto e sincero de opinar (que é de onde sai algumas besteiras de tempos em tempos, inclusive). Além disso, o ex-ministro demonstrava sinais de nervosismo e ansiedade à medida que desenvolvia sua narrativa.


Em segundo lugar, Moro vem apresentando uma série de contradições em sua acusação de interferência do presidente na Polícia Federal. Em entrevista à Veja, afirmou que "as provas serão apresentadas em momento oportuno". Assim como os prints vazados, né doutor? Num deles, dessa vez divulgado pela deputada Carla Zambelli, Moro afirma que, "se o PR anular o decreto de exoneração, ok (ele ficar)". Se Bolsonaro estava interferindo na PF, como o então ministro toleraria tal ilegalidade e continuaria no cargo? E vale lembrar também que, no dia 11 de março, o então ministro disse à imprensa que Bolsonaro não interferia de modo algum na Polícia Federal. Ou seja, se ele tiver provas, as mesmas terão que datar de após essa declaração; caso contrário, Moro terá sido cúmplice do suposto crime do presidente.


Ainda nessa esfera, há mais a se tirar do depoimento concedido pelo ex-juiz para a PF, no último sábado, que demonstra que simplesmente está errado. É fácil raciocinar que, se você tem provas, que vá direto ao ponto e as apresente logo, não é mesmo? Pois bem, o homem revelou 15 dias de conversas com o presidente para os delegados. Um deles, inclusive, Maurício Moscardi, era colega do ex-ministro na Operação Lava-Jato.

Juntando tudo isso, leitor, dá para se ter uma ideia da encrenca que Sérgio Moro criou e que agora se encontra. Infelizmente, nossa mídia optou por manipular as informações e passar à população uma imagem distorcida de Bolsonaro. Como já fazem desde a corrida eleitoral, tentam desesperadamente voltar o povo contra o seu presidente. Perdemos apoiadores, é claro, mas acredito que, quanto mais eles inventam mentiras, mais estamos nos calejando e aprendendo a buscar imprensas alternativas na internet. No final, eu continuo #fechadocombolsonaro. E você?


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